O funcional e o escultórico na obra de Hugo França, com Hugo França, Adélia Borges e Regina Galvão
No contexto da exposição Hugo França: natureza, escultura, sustentabilidade, realizada em parceria com o Atelier Hugo França, a FGV Arte promove o diálogo O funcional e o escultórico na obra de Hugo França, que propõe uma conversa sobre a interseção entre design, escultura, função e matéria bruta – aspectos centrais da obra do artista. Com as especialistas Adélia Borges, Regina Galvão e com o próprio artista, a atividade integra a programação da mostra e busca promover reflexões sobre sustentabilidade, criação artística e o diálogo entre natureza e forma.
CONVIDADOS
Hugo França, gaúcho, formado em engenharia de produção em Porto Alegre, mudou-se para Trancoso, no sul da Bahia, na década de 1980, onde deu início a sua trajetória de designer e artista. Sua opção por usar o resíduo florestal como matéria-prima demonstra o interesse pela preservação da natureza e a forte intenção de atuar também como educador ambiental. Com peças expostas em museus e galerias a céu aberto no Brasil, como Inhotim e Parque Ibirapuera, e no exterior, no Canadá e EUA, suas obras são reconhecidas por sua funcionalidade e também por seu conceito escultórico.
Adélia Borges é crítica e historiadora de design, atuante há quatro décadas na área. Suas pesquisas balizam várias produções, tais como exposições, livros, reportagens, documentários, cursos e palestras, no Brasil e no exterior. Por sua contribuição ao estudo e difusão do design brasileiro e do Sul Global recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2021 – a única mulher a receber essa distinção até hoje e uma das poucas pessoas a receber o título no Brasil no campo do design. A produção recente de Adélia investiga e incentiva a relação do design com os campos da inovação social, do desenvolvimento dos territórios e da valorização das identidades culturais locais.
Regina Galvão é jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em História da Arte pela FAAP e especialização em Marketing pela UCSD, nos Estados Unidos. Foi editora das revistas Casa Claudia e Casa Vogue, nas quais coordenou prêmios de design de interiores e de produto, respectivamente. Participou como curadora da Semana de Design de São Paulo, o DW! (2016-2017) e realizou a curadoria das exposições "Novos tempos" (2021) e "É arte? É design?" (2020). Contribui com o Museu A CASA, voltado para o fazer manual, e dirige atualmente a revista Habitare, para o segmento da arquitetura e do design de interiores e de produto. É curadora do Prêmio Design da Movelaria Nacional 2025.